CP: Depoimentos de denunciados e últimas testemunhas ficam para segunda-feira
Os três agentes políticos que figuram como denunciados na Comissão Processante (CP) instaurada em razão denúncia acerca de viagens pagas por determinação do ex-presidente da Cohab Edison Gasparini Júnior devem prestar depoimento nesta segunda-feira (28/12).
São eles o prefeito Clodoaldo Gazzetta e os vereadores Sandro Bussola (PSD) e Fábio Manfrinato (PP).
Trata-se de novo ajuste no cronograma de oitivas.
Era esperada, para esta quarta-feira (23/12), a participação do deputado federal Cezinha de Madureira, arrolado como testemunha pela defesa do vereador Bussola.
Hoje, entretanto, o parlamentar encaminhou ofício à CP, informando que não poderia prestar seu depoimento, em razão de compromissos na Câmara Federal.
O próprio deputado havia escolhido a data de sua oitiva, valendo-se da prerrogativa garantida pelo foro privilegiado.
A defesa de Bussola não abriu mão da testemunha e se comprometeu a apresentar, por escrito, até o dia 28 de dezembro, as contribuições de Cezinha de Madureira ao processo.
Para esta data, já estavam agendados os depoimentos dos outros dois denunciados – Gazzetta e Manfrinato – e do deputado federal Ricardo Izar, testemunha de defesa do segundo.
Como os denunciados só falam após suas testemunhas, a oitiva de Sandro Bussola também precisou ser remarcada para 28 de dezembro.
Neste dia, todos os depoimentos ocorrerão a partir das 9h da manhã.
Presidente e relator da CP, os vereadores Chiara Ranieri (DEM) e Coronel Meira (PSL) destacaram a importância de que as defesas se empenhem em propiciar a realização das oitivas das testemunhas que indicaram, a fim de que o processo não seja ainda mais prejudicado por questões de prazo.
Na reunião anterior, o relator externou que os trabalhos não serão concluídos a tempo.
Isso porque, na virada do ano, o processo perde seu objeto, pois nenhum dos três denunciados terá mandatos eletivos.
A constatação foi feita diante do recebimento de ofício do deputado federal Ricardo Izar, que era esperado para prestar seu depoimento em 15 de dezembro, mas também se valeu do foro privilegiado para escolher o dia em que falaria à CP. Leia mais
Também é membro da comissão o vereador Edvaldo Minhano, que participou da reunião desta quarta-feira por videoconferência.
Documentos
Nos trabalhos de hoje, também foi lido ofício da atual diretoria da Cohab, que, a pedido do vereador Meira, enviou informações a respeito de passagens supostamente compradas e pagas por Gasparini Júnior.
A íntegra do processo está disponível para o público (Processo 201/20).
Sobre este material, a defesa do vereador Sandro Bussola solicitou que fossem desconsideradas as informações a seu respeito, pois teriam relações com datas anteriores ao atual mandato (2017-2020) – objeto da CP.
O requerimento foi acolhido pela comissão.
Também foi formalizada a juntada de bilhetes comprados por solicitação de Gasparini, encaminhados à CP pela proprietária da agência de turismo que efetuava as vendas.
Sobre isso, a defesa de Fábio Manfrinato manifestou-se por escrito, apontando que as passagens corroboram o que foi colocado na defesa prévia do vereador e, a respeito delas, não, no material juntado, há qualquer informação acerca da origem dos recursos que custearam as viagens a Brasília.
Denúncia e Defesas
A instauração da CP foi aprovada pelo Plenário da Câmara Municipal de Bauru, acolhendo denúncia apresentada pelo munícipe Luiz Eduardo Penteado Borgo.
Tal denúncia é embasada em reportagem jornalística que trata de depoimento de ex-funcionária da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab) ao Ministério Público, no âmbito da Operação João de Barro, a respeito de viagens do vereador Sandro Bussola e do vereador licenciado Fábio Manfrinato, supostamente pagas por determinação do ex-presidente do órgão, Édison Gasparini Júnior.
Sobre o chefe do Poder Executivo, o denunciante alega que, caso comprovados os pagamentos, o prefeito pode ter se omitido ou negligenciado na “defesa de bens, rendas, direitos ou interesses do Município sujeitos à administração da Prefeitura”.
Reprodução: Câmara Municipal de Bauru


