Mudança da Emef Dirce Boemer Guedes de Azevedo corre risco de atraso
A mudança da Emef Dirce Boemer Guedes de Azevedo, localizada no Parque Bauru, para o prédio do Colégio Guedes de Azevedo, localizado na Vila Guedes de Azevedo, pode atrasar o início das aulas dos 400 alunos da escola municipal.
Essa foi a denúncia recebida, na tarde desta quinta-feira (3/2), pela Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara Municipal de Bauru. A mudança foi anunciada no dia 24 de janeiro pela Prefeitura Municipal de Bauru, que garantiu que os alunos vão iniciar o ano letivo, no dia 8 de fevereiro, já no novo espaço – a unidade escolar do Parque Bauru está com as obras de reforma e ampliação paralisadas.
Ao tomar conhecimento da denúncia, a presidente da Comissão de Fiscalização e Controle, Estela Almagro (PT), e a presidente da Comissão de Educação e Controle, Chiara Ranieri (DEM), foram até o local. Questionado por Estela, o diretor da Emef Dirce Boemer Guedes de Azevedo, Wagner Antonio Junior, confirmou que existe um atraso no cronograma da mudança.
“No dia 24 de janeiro, tivemos uma reunião na Secretaria [de Educação], onde estavam alguns vereadores, as mães dos alunos do Dirce e eu fui convidado também. Foi falado que a gente viria aqui, para o prédio da escola Guedes de Azevedo. Naquela ocasião, foi solicitado que a gente pensasse numa logística de mudança e nos foi oferecida a seguinte estrutura: a mudança aconteceria na quarta, quinta e sexta [26, 27 e 28 de janeiro], contando com 20 reeducandos”, explica o diretor. “Da parte da Secretaria, o que prometeu foi cumprido: quatro caminhões vieram [para a mudança] nos três dias. Na quarta-feira, para nossa surpresa, nós tivemos oito reeducandos, não vieram reeducandos na quinta e vieram sete reeducandos na sexta. Eles não deram conta de fazer a mudança. Foi nos prometido que eles viriam na segunda-feira [dia 31] para terminar a mudança, também não apareceram. Para minha surpresa, eu vi esses reeducandos trabalhando na avenida Lúcio Luciano, na zeladoria”, revela Wagner.
Por conta dos desfalques de mão de obra, não houve tempo para fazer toda a mudança prevista. “Nós priorizamos carteiras mobiliadas em sala de aula, alguns itens que a gente pôde providenciar, mas ainda não é o suficiente para receber os alunos. Não consegui transportar nenhum item da cozinha da merenda, nenhum eletrodoméstico, utensílios, material pedagógico, material de limpeza”, explica o diretor. “Hoje, eu não tenho condições de receber os alunos”, alerta. “Isso é muito grave, estamos falando de 400 alunos”, critica Estela.
Restante da mudança
Utensílios para merenda, material de limpeza e parte do material pedagógico estão no Centro de Transformação e Vivências (CTV), Núcleo José Regino – onde os alunos estavam instalados em 2021 e onde segue funcionando a secretaria da escola. No prédio desativado, também estão materiais pedagógicos, além de todos os bancos e mesas de merenda – que precisam de uma boa limpeza antes de serem utilizados.
Estela relembrou que a diligência feita por integrantes das Comissões Permanentes da Câmara ao prédio desativado da Emef Dirce Boemer constatou que, apesar de as salas estarem trancadas, os materiais guardados no local estão expostos à poeira.
Transporte e perda pedagógica
Como as unidades ficam a uma distância de cerca de sete quilômetros, a prefeitura vai garantir o transporte. Serão dois pontos para buscar os estudantes, o que atrasa a entrada dos alunos em 15 minutos e obriga o encerramento das aulas 20 minutos antes, para que não crie atrasos na saída da aula. Chiara alerta para esses 35 minutos de perda pedagógica diários. “No Ensino Fundamental são 200 dias e 800 horas. Você somando tudo isso [de tempo perdido], ao final de um ano letivo, a perda é muito grande”, concorda o diretor da escola.
Pais
Wagner tinha uma reunião na noite de quinta (3/2) para atualizar a situação para os pais dos alunos. “A nossa comunidade é extremamente participativa, muitos vieram conhecer o prédio… Algumas mães já me questionaram sobre a morosidade da mudança”, avisa.
Mas confessa, neste momento, estar de mãos atadas. “O que eles [pais] mais vão me questionar é se aulas começam dia 8. Eu não tenho resposta”.
Reprodução: Câmara Municipal de Bauru


