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Vereadores visitam obra da ETE: conclusão prevista para dezembro de 2018

Em visita ao canteiro da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), realizada na manhã desta terça-feira (04/07), vereadores foram informados que a obra só deve ser concluída em dezembro de 2018.

Participaram da atividade os membros da Comissão de Obras e Serviços Públicos – Mané Losila (PDT), Fábio Manfrinato (PP) e Luiz Carlos Bastazini (PV) –, além dos parlamentares José Roberto Segalla (DEM), Natalino Davi da Silva (PV) e Ricardo Cabelo (PPS). O presidente Sandro Bussola (PDT) foi representado por assessores.

Os vereadores foram recebidos pelo presidente do DAE, Eric Fabris, e pelo secretário municipal de Obras, Ricardo Olivatto.

Contratualmente, a ETE deveria ter sido inaugurada em setembro de 2016, mas um aditivo firmado entre a administração e a COM Engenharia, empresa responsável pela execução das obras, fixou dezembro deste ano como o novo prazo, que também não será cumprido, como admitiram os agentes do governo.

Além de impasses de natureza administrativa, os atrasos teriam sido motivados por falhas e omissões no projeto executivo, contratado em 2010 pelo DAE, por R$ 1,9 milhão.

O estudo foi desenvolvido pela empresa Etep, que, posteriormente, foi incorporada à multinacional Arcadis Logos.

Presidente do DAE, Eric Fabris afirmou aos parlamentares que o município não vinha sendo devidamente assistido pela projetista.

A Arcadis Logos, no entanto, teria se comprometido, há cerca de 15 dias, designar uma equipe exclusivamente para sanar as dúvidas do DAE e da Secretaria de Obras acerca do projeto executivo da ETE.

Fabris pontuou que a mudança de postura em favor do poder público só foi observada após o prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) ter autorizado que o DAE ingressasse com uma ação judicial contra a empresa.

A expectativa é de que o diálogo entre o município e a Arcadis Logos se intensifique nos próximos 20 dias.

Estacas

O presidente do DAE, que é engenheiro, também confirmou aos vereadores que a administração ainda não sabe sequer se as estacas cravadas com o intuito de garantir a sustentação dos tanques da ETE são capazes de suportar as cargas às quais serão submetidas. O resultado depende de mais nove ensaios (testes).

Os questionamentos em torno do dimensionamento das estacas vieram à tona há quase um ano e foram objeto de vistoria da Câmara Municipal ao canteiro de obras na Legislatura anterior (2013-2016).

Preliminar

Apesar da previsão de conclusão da obra para dezembro de 2018, Eric Fabris e Ricardo Olivatto estimam que, até o final deste ano, seja possível dar início ao tratamento preliminar do esgoto, que consiste na retirada dos resíduos sólidos dos dejetos. A gestão passada estimava que essa etapa do serviço seria viabilizada no último mês de maio.

O presidente do DAE pondera, contudo, que mesmo o cumprimento deste novo prazo depende da compra e entrega de equipamentos e também da viabilização das instalações elétricas por parte da CPFL Energia.

Acompanhamento

Presidente da Comissão de Obras e Serviços Públicos, o vereador Mané Losila (PDT) lamentou o andamento lento da construção. “Quanto mais tempo demora, mais cara a obra fica em função dos reajustes anuais de preço”, observou.

O parlamentar espera que, com o estreitamento do diálogo com a empresa projetista e a solução de impasses de natureza administrativa, o novo cronograma seja cumprido.

“Vamos acompanhar de perto, solicitar informações sempre que necessário e promover visitas periódicas”, pontuou Losila, ao fim da visita ao canteiro da ETE.

O DAE informa que 53% das obras civis previstas foram executadas. Elas representam 40% do custo do projeto, contratado por R$ 129 milhões. A maior parte deste valor está relacionada à aquisição de equipamentos.

 

VINICIUS LOUSADA

Assessoria de Imprensa

 

Reprodução: Câmara Municipal de Bauru

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