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Estela Almagro homenageia Coletivo Existir, que luta pelos direitos da comunidade LGBTQIAPN+ na cidade de Bauru

Na manhã desta quinta-feira (07/08), a vereadora Estela Almagro (PT) entregou a Moção de Aplauso nº 140/2025 ao “Coletivo Existir” pelo trabalho de acolhimento, defesa e luta pelo respeito à pauta da diversidade e de outras minorias em nossa sociedade.

A proposição começou a tramitar na Casa de Leis no dia 14 de julho e foi aprovada pelo plenário na sessão legislativa realizada na semana seguinte.

O vereador Junior Lokadora (Podemos) presidiu a cerimônia e a entrega da homenagem coube à proponente da moção, que exaltou o trabalho realizado pelo coletivo desde a sua criação, no final do ano passado, e a necessidade de a Câmara Municipal se abrir para um debate respeitoso sobre diversidade.

Presidente do Coletivo Existir, Anderson Leno explicou que a ideia de formar o grupo nasceu da urgência pela criação de espaços de acolhimento, denúncia e formação para a comunidade LGBTQIPN+ em Bauru. E acrescentou: “Essa moção é um impulso para seguirmos ainda mais fortes. Existir é resistir e resistir é transformar”.

Léo Jeferson Alcântara da Silva, coordenador de projetos do coletivo, também se manifestou: “Sinto alegria e gratidão por ver corpos diversos ocupando a Casa do Povo. Isso me enche de esperança por um mundo melhor”.

Coletivo Existir

A existência é uma das questões centrais da filosofia, da sociologia e da psicologia que coloca o ser humano de maneira única, consciente de si mesmo e capaz de refletir sobre o mundo ao seu redor, histórico que remonta à antiguidade, pensadores como Sócrates, Platão e Aristóteles já discutiam sua natureza e o seu papel na sociedade.

No existencialismo, corrente filosófica do século XX, autores como Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir enfatizavam que o ser humano não nasce com uma essência pré-definida, mas constrói sua identidade por meio de suas escolhas e ações.

Para Sartre, “a existência precede a essência” – ou seja, primeiro existimos e depois nos definimos responsabilidade que cada pessoa tem ao dar sentido à sua própria vida, sua existência relacionando com o coletivo em um misto cultural, histórico e social, influenciando pensamentos, comportamentos e valores.

No mundo contemporâneo, marcado por avanços tecnológicos, redes sociais e globalização, o preconceito à identidade de gênero ainda é o balizador da exclusão do convívio social, visto às ações de hostilidade que imperam nos ambientes da sociedade, segregando pessoas e marginalizando as minorias.

Fundado em novembro/2024, o “Coletivo Existir Bauru” surgiu como resposta viva à necessidade de visibilidade e acolhimento da comunidade LGBTQIA+, união de pessoas engajadas com as pautas de tantas outras minorias que, diante da percepção da ausência de espaços seguros para “existir”, debater e celebrar identidades, formaram o grupo como símbolo de resistência e luta ao preconceito.

Sua reunião inaugural congregou ativistas que se mobilizaram para criar conexão entre os coletivos locais, reforçando a rede de apoio à pauta da diversidade e proteção às outras minorias, momento histórico marcado pela celebração da liberdade e senso de pertencimento.

Desde então, o coletivo passou a se organizar em torno de temas urgentes, como direitos humanos, luta contra LGBTfobia e acolhimento emocional, sendo a “Conferência Livre Temática” o ponto alto da trajetória do grupo, reforçando a máxima de que Existir é um ato de celebração e resistência.

Gradualmente, o coletivo se estruturou como um espaço de articulação comunitária, com debates, oficinas, rodas de conversa e intervenções urbanas que passaram a fazer parte do cronograma de atividades do grupo, cujo propósito extrapola os ambientes físicos e se firma na postura de cobrança de respeito à diversidade e ações de políticas públicas para garantia dos direitos das minorias.

Tendo como Presidente Anderson Leno, o “Coletivo Existir” é formado pelo Léo Jeferson Alcântara da Silva, que exerce a função de Coordenador de Projetos; Gisele Peralta e Marco Nascimento, como Coordenadores de Marketing; e Renan Cardozo, que Coordena a Oficina de Drags, equipe que se soma a dezenas de participantes que, com o propósito de debates sobre direitos LGBTQIA+, identidade de gênero, sexualidade e combate à LGBTfobia, formam parcerias e articulações com movimentos sociais, escolas, universidades e órgãos públicos, assim como outros coletivos, para ampliar alcance e fortalecer redes de apoio e proteção às minorias.

Com a sua atuação, o “Coletivo Existir” consolida uma trajetória de resistência, encontros e existências plurais na nossa cidade, nascendo da prática e permanecendo pela união de Existir em comunidade, sendo referência no acolhimento e defesa da diversidade e das outras minorias.

Reprodução: Câmara Municipal de Bauru

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