Em reunião no Plenário, vereador Marcelo Afonso cobrou infraestrutura nos bairros e ruas de Bauru
Por iniciativa do vereador Marcelo Afonso (Patriota), a Câmara Municipal de Bauru promoveu, nesta quarta-feira (8/2), uma Reunião Pública para tratar sobre a infraestrutura dos bairros Jardim Godoy, Jardim TV, Parque Val de Palmas e das ruas Afro França e Judith França Costa, na Vila São Manoel.
Participaram de forma presencial, os vereadores Junior Lokadora (PP) e Pastor Edson Miguel (Republicanos), e os representantes do Poder Executivo, o secretário interino de Planejamento (Seplan), Luis Renato Fuzel; o secretário de Administrações Regionais (Sear), Jorge Luís de Souza; o secretário do Meio Ambiente (Semma), Levi Momesso, e o diretor do Departamento de Ações e Recursos Ambientais da Semma, Sidnei Rodrigues. A arquiteta da Secretaria de Obras, Pérola Mata Zanotto, esteve representando o secretário de Obras, Leandro Dias Joaquim.
Também participaram, os representantes da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), o diretor de Trânsito e Transporte, Flavio Jun Kitazume, e o gerente de Planejamento e Sistema Viário, Victor Rocha Silveira.
O encontro contou ainda com a presença dos moradores Oséias de Oliveira (Parque Val de Palmas), Nicéia Ruiz (Parque Val de Palmas), Rafael Batista (Parque Val de Palmas), Luis Claudio Frederico (Vila Falcão), Everton Borges (Vila Garcia), Lucia Fátima (Jardim Godoy), Catarina de Almeida (Jardim Godoy) e o munícipe Nelson Fio, do Movimento Popular.
Discussão
Marcelo Afonso (Patriota) iniciou a reunião com a veiculação de vídeos retratando as visitas que fez em diversos bairros do município. Destacam-se os problemas relacionados à infraestrutura, no que tange a pavimentação e a drenagem. O vereador ainda pontuou que muitas ruas de Bauru constam como asfaltadas, mas, na realidade, não estão, e considerou que falta planejamento da Administração Pública em relação à infraestrutura.
O primeiro bairro a ser abordado foi a Vila São Manoel, que apresenta problema crônico de drenagem, necessidade de capinação, além da insegurança (ausência de cancela) e abandono da linha férrea. Para Marcelo Afonso, a companhia ferroviária Rumo Logística, que administra a linha férrea de Bauru, não toma providências sobre sua responsabilidade. O parlamentar ainda defendeu a retirada dos trilhos dos trechos em que já não há mais trânsito de trens, sugerindo que no local fossem instaladas ciclovias ou calçadas.
Morador da região, Luis Cláudio Frederico se atentou a respeito dos problemas de drenagem, destacando que a água da chuva se acumula na área da linha férrea, inclusive em casas que se localizam nas proximidades do espaço.
O secretário de Administrações Regionais (Sear), Jorge Luís de Souza, reforçou que a drenagem do local realmente é um problema. Segundo ele, a pasta está notificando a empresa Rumo Logística, responsável pelo trecho ferroviário de Panorama a Bauru, para que assuma a resolução dos pontos problemáticos da linha férrea. Já em relação à sugestão de Marcelo Afonso, informou que fará um levantamento para ter conhecimento se alguma margem da área é pública, possibilitando, assim, a realização de uma calçada ou ciclovia.
Sidnei Rodrigues, diretor do Departamento de Ações e Recursos Ambientais da Semma, destacou que Bauru, como um todo, apresenta um problema crônico em relação ao manejo de águas pluviais, apontando que, na região, a maior parte da água corre superficialmente. Para ele, há a necessidade de criar um fundo específico de manejo de águas pluviais e, a partir daí, classificar por grau de urgência. Ainda enfatizou a necessidade de pavimentação asfáltica das ruas do município.
Complementando a fala, o secretário de Meio Ambiente (Semma), Levi Momesso, pontuou que antigamente não havia a obrigação de realizar a drenagem antes da pavimentação. Atualmente, o serviço é uma exigência.
Pérola Mata Zanotto, representando o secretário de Obras, Leandro Dias Joaquim, iniciou a sua fala enfatizando que a pasta municipal “nunca abriu mão de um recurso por falta de projeto”. Em sua opinião, porém, faz-se necessário apresentar projetos grandes junto ao Estado e União. Ela ainda destacou que não há um “estoque” de projetos.
De acordo com Pérola, 15 projetos, entre recapes e pavimentação, serão priorizados pela Administração Municipal. Os projetos de recapes atenderão os bairros: Beija-Flor, Higienópolis, Vila Tecnológica, Núcleo José Regino, Jardim Godoy, Jardim Helena, Jardim Europa, Jardim Panorama, Jardim Bela VIsta (parte baixa), Santa Edwirges, Vila Ipiranga, Colina Verde e Parque Val de Palma. Já os de pavimentação asfáltica, que contemplam também a drenagem, serão nos bairros: Parque Val de Palmas, Jardim Ivone, Pousada da Esperança II e Jardim Godoy .
Informou ainda que a vida útil estimada de um pavimento é de cinco anos e, por isso, é necessário realizar manutenção preventiva para que não precise realizar toda a base e não só o recape. Conforme a servidora de carreira, só em recursos próprios, a Prefeitura Municipal está investindo R$ 40 milhões para recape, já comprometidos com projetos e com processos licitatórios que estão em andamento.
Questionada, Pérola informou que o custo para realizar a pavimentação de uma rua padrão (1.800 metros quadrados) fica em torno de R$ 150 mil, sem drenagem, e praticamente o dobro do valor com drenagem.
Catarina de Almeida, moradora do Jardim Godoy, apontou problemas relacionados a boca de lobo e vazamento de esgoto. Sugeriu ainda a realização de uma galeria, além de apontar a necessidade de melhorias na rua Sebastião Faria da Costa.
Acerca do assunto, o secretário interino de Planejamento (Seplan), Luis Renato Fuzel, informou que há um empreendimento imobiliário previsto para aquela região que deverá executar o cumprimento das contrapartidas e medidas mitigatórias ainda durante a implantação do projeto.
Everton Borges, morador da Vila Garcia, ressaltou a respeito da ausência de calçadas e reforçou a solicitação para que seja feito o calçamento na malha ferroviária que dá acesso ao Núcleo Gasparini.
Em relação aos problemas do Parque Val de Palmas, Sidnei Rodrigues informou que a erosão ainda está aberta e que está analisando se a pasta conseguirá atender o bairro em breve. Conforme o servidor da Semma, o caminhão passou no local, entretanto, em decorrência da chuva, o problema retornou às ruas.
Oséias de Oliveira, morador da região, comentou em relação à ausência de rua na via em que reside. Segundo informou, a máquina chegou a passar em sua rua, entretanto, em razão da chuva, o problema retornou. Além disso, também falou sobre a necessidade de iluminação, não tendo nem mesmo poste no local.
A respeito de haver alguma contrapartida, Luis Renato Fuzel informou que não há previsão para a região. Porém, Marcelo Afonso reforçou que há sim uma possibilidade de contrapartida na região, com base nas informações prestadas pelo jornalista Nelson Gonçalves.
O vereador Pastor Edson Miguel (Republicanos) falou da necessidade de amenizar o problema das vias públicas utilizando resíduos da construção civil até que a pavimentação ocorra.
Os moradores do Parque Val de Palmas, Nicéia Ruiz e Rafael Batista também se manifestaram. Nicéia solicitou a pavimentação das quatro ruas que não receberam o serviço. Já Rafael, destacou que não adianta ter projeto se não tem ação.
Ao final, o vereador Marcelo Afonso ressaltou a importância da reunião e disse que acompanhará de perto as demandas tratadas no encontro. O parlamentar também enfatizou que se os problemas não forem resolvidos em 60 dias convocará os representantes do Executivo para uma nova reunião no Plenário da Casa de Leis.
Reprodução: Câmara Municipal de Bauru


