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Atual presidente da Emdurb, Donizete do Carmo dos Santos presta depoimento à Comissão Especial de Inquérito

Na tarde desta sexta-feira (13/02), a Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura denúncias de desvios e venda irregular de bens inservíveis e sucatas pertencentes à Emdurb (Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru) realizou sua nona reunião, ouvindo mais dois depoentes.

Estiveram presentes na reunião o presidente do colegiado, Marcelo Afonso (PSD), o relator Sandro Bussola (MDB), e os vereadores Edson Miguel (Republicanos), Arnaldinho Ribeiro (Avante), Estela Almagro (PT), Julio Cesar (PP) e Márcio Teixeira (PL). Também acompanharam os depoimentos os vereadores Cabo Helinho (PL) e Miltinho Sardin (PSD).

Presidente da Emdurb, Donizete do Carmo dos Santos

Donizete do Carmo dos Santos assumiu a presidência da Emdurb no último dia 30 de janeiro e foi questionado em relação a atos tomados a partir desta data. Em especial, sobre ofícios enviados à Comissão Especial de Inquérito na última reunião.

Em um deles, o presidente comunicava que não havia encontrado documentos solicitados pela CEI (os documentos eram Comunicados Internos citados pelo antigo Diretor Administrativo e Financeiro, Bruno Primo, em sua oitiva). No entanto, pouco tempo depois, o próprio Bruno Primo enviou mensagem avisando que havia encontrado os documentos, anexando-os em cópia. Isso causou estranhamento, pois como ex-funcionário, Primo não deveria ter acesso às dependências da empresa.

Donizete explicou que tais documentos não se encontravam na sala da Diretoria Administrativa Financeira, por isso não foram encontrados. Eles estavam, na verdade, em uma outra antiga sala da diretoria, que atualmente está vazia e sem ocupação.

Ao ser novamente questionado pelos vereadores, ele complementou a história: apesar de assegurar que, como qualquer ex-servidor, Bruno Primo não tem autorização para entrar nas dependências da Emdurb nem pegar qualquer documento, ele acabou entrando nessa antiga sala e pegando os documentos. Sobre isso, disse que abriu uma investigação interna para apurar detalhes da entrada, como se o ex-diretor entrou escondido ou alguém colaborou. A Comissão solicitou uma cópia do Comunicado Interno que deu partida nesta investigação, para ter documentos oficiais de que o procedimento foi instaurado.

O outro ofício em pauta tratava de um questionamento do presidente à Comissão Especial de Inquérito. Ele queria saber se o colegiado tinha a intenção de realizar alguma diligência para verificar os móveis adquiridos com o dinheiro oriundo da venda irregular dos bens inservíveis da Emdurb.

O presidente esclareceu que o objetivo não foi constranger os vereadores, pelo contrário, apenas saber se qualquer mudança de local onde os itens estão armazenados não atrapalharia os trabalhos do colegiado. Atualmente, os móveis se encontram lacrados na sala da presidência, que permanece trancada sem uso. Ele confirmou que o mesmo questionamento será encaminhado à Polícia Civil que investiga o caso.

Por fim, Donizete ainda respondeu perguntas sobre a atuação de sua esposa no Conselho de Defesa Prévia da Emdurb – ela foi exonerada após o marido ter assumido a presidência – e sobre uma troca de secretárias, que ele justificou ter sido por motivos técnicos.

Gerente de Limpeza Pública, Leonardo Barbaresco Candosin

Atualmente Gerente de Limpeza Pública da Emdurb, Leonardo Barbaresco Cardosin era Gerente de Transporte e Intermodais na época do destelhamento do telhado do Terminal Rodoviário. Ele permaneceu na função por cerca de seis meses.

Ele declarou no seu depoimento que acompanhou a retirada das telhas danificadas pelo vendaval do dia 22 de setembro no Terminal Rodoviário e que, até onde sabia, elas estavam sendo levadas ao DLP (Departamento de Limpeza Pública). Leonardo afirmou que chegou a ir depois ao local e ver, de fato, que havia uma quantidade de telhas armazenadas lá.

Assim como depoentes anteriores, reforçou que não tinha conhecimento que as telhas estavam sendo levadas para outro local (no caso, ao ferro-velho Tuim Sucatas) e bateu na tecla de que a prioridade era mitigar os riscos que aqueles materiais estavam causando à população. O plano, segundo ele, era contabilizar todos os bens inservíveis no DPL no final de toda a retirada.

Ao final da oitiva, o vereador Marcelo Afonso (PSD), rememorando o tom geral dos depoimentos de funcionários em cargos de chefia e direção da Emdurb (sejam comissionados ou de carreira), pontuou que muitas vezes a empresa parece um barco à deriva. Ele expressou dúvidas se cada um deles tem real noção de suas responsabilidades nas funções. “A responsabilidade é grande e a preocupação também”, reforçou. Ele aproveitou para reafirmar o papel da CEI em buscar transparência para o caso. O vereador Julio Cesar (PP) completou a fala, lembrando que quem sofre com tudo isso é a população.

Próxima reunião e relatório parcial

Durante a reunião deste dia 13, o vereador Sandro Bussola (MDB) comunicou que disponibilizou o relatório parcial (referente aos 60 dias de trabalho da Comissão) para consulta e análise dos demais membros do colegiado. Ele se colocou à disposição para tirar dúvidas e receber observações a serem acrescidas no documento.

Os vereadores devem finalizar o relatório na próxima reunião da “CEI dos bens inservíveis da Emdurb”, agendada para a sexta-feira, dia 20 de fevereiro, às 10h.

Reprodução: Câmara Municipal de Bauru

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