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Na tribuna: o que foi destaque na fala dos vereadores no Rol de Oradores do dia 19 de fevereiro

Nesta quinta-feira, dia 19 de fevereiro, a Câmara Municipal de Bauru realizou a 3ª Sessão Ordinária de 2026. Durante o Rol de Oradores, 18 vereadores usaram a tribuna. Confira o que foi destaque nos discursos:

Pastor Bira (Podemos) apresentou o Projeto de Lei (PL) de sua autoria que começou a tramitar na Câmara nesta quinta-feira. Ele propõe a criação do Fundo Municipal de Pavimentação e Infraestrutura Urbana. Bira afirmou que a ideia nasceu da escuta da população, especialmente da parcela que vive nas regiões periféricas da cidade. Para o vereador, levar asfalto até esses bairros é “uma questão de justiça urbana”. Logo, dispor de uma ferramenta permanente como o fundo é uma forma de organizar, dar previsibilidade e fortalecer o planejamento urbano de Bauru, segundo Bira. O parlamentar também comentou sobre o reajuste da tarifa de água anunciado pelo DAE no último dia 14 de fevereiro. Bira se posicionou contra o aumento, enfatizando que a população vai sofrer com a medida, pois o ajuste também terá reflexos na tarifa do esgoto e na futura tarifa do lixo, uma vez que a tarifa da água serve de base para o cálculo de ambas. Por fim, o vereador argumentou que seria mais justo o DAE investir no combate ao desperdício de água.

Junior Rodrigues (PSD) comunicou que a Comissão de Segurança Pública da Câmara, formada por ele e os vereadores Cabo Helinho (PL) e Pastor Bira (Podemos), já realizou sua primeira reunião, na qual tratou a onda de furtos pela qual a cidade passa. O parlamentar afirmou que o colegiado deve propor ações e diálogo com setores-chave e vem para ajudar a frear os problemas de segurança, que têm afetado tanto locais privados quanto públicos, citando inclusive um recente furto na Policlínica – Centro de Especialidades Médicas Municipais. Ele vê que existem temas que a cidade precisa avançar, como a criação da Guarda Municipal, a implantação de videomonitoramento e mais vigilância nas escolas. Depois, Junior Rodrigues passou para o tema da saúde. Após muita luta, ele se disse feliz em compartilhar que o Secretário de Saúde, Márcio Cidade Gomes, anunciou que a pasta está fazendo um projeto de ampliação e reforma para a UPA do Ipiranga contar também com serviços de pediatria e odontologia. Dessa forma, o plano é que os atendimentos pediátricos passem a ser descentralizados e presentes em mais unidades da cidade, tirando a sobrecarga das UPAs do Geisel e Bela Vista, as únicas que contam com o serviço atualmente. “Quando temos que cobrar, cobramos, mas também trazemos notícias boas. E essa é uma delas”, finalizou.

Sandro Bussola (MDB) utilizou seu tempo em tribuna para apresentar um projeto de lei, de sua autoria, que propõe a criação do Programa Bauru Mais Saudável. Trata-se de uma medida autorizativa para que o Poder Executivo possa fornecer medicamentos com o princípio ativo tirzepatida (presente em medicamentos como Ozempic e Mounjaro) para o tratamento de obesidade grave na população de baixa renda. A ideia é possibilitar o tratamento a pacientes que não têm a condição de comprar esses produtos, que são de alto custo, mas têm trazido resultados positivos comprovados no combate à obesidade e doenças correlatas. Citando que essa é uma medida que tem sido adotada em outros municípios, Bussola pediu apoio a todos e relatou que já tem articulado para que o Poder Executivo abrace a proposta, inclusive com reuniões sobre o assunto com o Chefe de Gabinete da prefeita, Leonardo Marcari. Para finalizar sua fala, o vereador ainda prestou contas das atividades da Comissão Temporária que estuda atualizações para o Regimento Interno da Câmara. Ele esclareceu que o colegiado do qual faz parte tem se reunido, sim, e o esforço é para que o Regimento se adeque às legislações federais e estaduais e deixe de ser um “retalho” que suscita diversas interpretações. O resultado do trabalho ainda deve ser apresentado e debatido com os demais parlamentares.

André Maldonado (PP) teceu comentários sobre o mutirão de limpeza organizado pela Prefeitura ao longo das últimas semanas. Maldonado reconheceu que a temporada de chuvas representa um desafio para a eliminação do mato alto. No entanto, criticou a estratégia adotada pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos na execução do trabalho. O vereador afirmou que a equipe de limpeza da regional do Jardim Redentor foi deslocada para desempenhar o serviço em outras regiões da cidade, o que deixou a localidade desguarnecida por 20 dias. Situação que chegou a ocasionar acidentes de trânsito em cruzamentos devido à falta de visibilidade gerada pelo mato alto. Maldonado sugeriu ao secretário Jorge Luís de Souza: “Não tire toda a equipe. Mantenha pelo menos uma”. O vereador também abordou a situação dos distritos industriais da cidade. Mencionando o caso do Distrito Industrial II, lembrou que há meses foi procurado por uma empresa interessada em doar concreto usinado para a construção de calçadas no local. Uma reunião pública realizada na Câmara em setembro de 2025 debateu o tema. Porém, o vereador disse que voltou a ser procurado pela empresa, pois a Administração Municipal não se mobilizou para dar andamento no projeto. Com isso, Maldonado criticou a inoperância da Prefeitura, especialmente diante de algo que não traria custos, mas poderia facilitar a manutenção dos distritos industriais. “É menos serviço para a Prefeitura”, reforçou Maldonado, que ainda acrescentou: “Eu venho cobrar que nossa cidade tenha planejamento”.

José Roberto Segalla (União Brasil) manteve a toada de sessões anteriores ao dizer que é impossível o vereador dominar todos os assuntos com profundidade, defendendo que a solução para isso é se cercar de pessoas com conhecimentos técnicos e específicos que possam trazer embasamentos para um voto consciente. Na tentativa de ajudar com essa questão no que diz respeito ao Plano Diretor de Bauru e à Lei de Uso e Ocupação do Solo, a vereadora Estela Almagro e ele vão organizar uma reunião, na Assenag, na qual diversas entidades se disponibilizaram a colaborar com informações sobre o tema. Convidando todos os vereadores para o evento, Segalla reforçou que a intenção não é debater os projetos em si, mas explicar tópicos importantes contidos neles. O segundo assunto abordado foi o aumento de 7,8% na tarifa de água, anunciado no último sábado pelo DAE. O parlamentar destacou que o problema é que o aumento impacta várias coisas que estão sendo discutidas atualmente, como a concessão do serviço de gestão de resíduos sólidos, uma vez que a taxa do lixo está vinculada à cobrança da água. “Você onera a água, você onera o lixo”, reforçou, criticando ainda que o anúncio da nova tarifa veio em pleno Carnaval, quando não é possível levar a informação à população de maneira apropriada. Quanto a isso, ele continuou criticando como as coisas são feitas pela Prefeitura, citando, por exemplo, o agendamento de uma audiência pública (nesta quinta, 19/02) para análise de dados obtidos em uma consulta pública sobre a concessão do serviço de gestão dos resíduos sólidos para o mesmo dia em que a própria consulta finaliza. “Vai analisar o quê? Não tem análise de nada, é para inglês ver, só pra dizer que faz”, afirmou.

Arnaldinho Ribeiro (Avante) falou sobre duas emendas parlamentares, nos valores de R$ 250 mil e R$ 400 mil, encaminhadas para Bauru pelo deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania). O vereador informou que o recurso será utilizado do recape da rua Padre Francisco Van der Maas, que dá acesso à região do Jardim Contorno. O vereador informou que a primeira etapa da obra já foi licitada. Com isso, a previsão inicial é que a via esteja asfaltada até o final do primeiro semestre deste ano. Arnaldinho também comentou sobre outra emenda de Arnaldo Jardim. O valor de R$ 620 mil foi direcionado para a compra de uma ambulância no padrão utilizado pelo SUS. Por fim, o vereador pediu que a Secretaria Municipal de Saúde deixe uma ambulância de prontidão na Praça Rui Barbosa aos sábados. O parlamentar lembrou que a época dos feirões, que torna a região mais movimentada, coincide com o aumento das temperaturas, o que pode levar a inúmeras ocorrências.

Junior Lokadora (Podemos) compartilhou duas demandas que vinha acompanhando e tiveram respostas recentemente: a retirada do gramado e reformas no campo da Vila Dutra (Estádio Distrital José Spetic Filho), importante para o futebol amador bauruense; e melhorias em relação a uma erosão na Avenida Nuno de Assis. Em relação a isso, ele pontuou que os secretários municipais que respondem aos vereadores, independentemente de serem base ou oposição, são diferenciados: “não importa quem é o pai da criança, o importante é que a demanda seja atendida”, exemplificou. Após os elogios, passou para as cobranças e críticas, em especial ao aumento da tarifa de água, que já se acumula em quase 20% desde janeiro do ano passado. Ele afirmou acreditar que a Prefeitura vai fazer o possível para aumentar a tarifa ainda mais, uma vez que ela está vinculada à cobrança da taxa de lixo, “e isso vai trazer lucro para a empresa que chegar para a concessão do serviço de gestão de resíduos sólidos”, comentou. Lembrando que votou contra a taxa e a concessão do esgoto, Lokadora lamentou que isso vai doer no bolso do mais pobre e da população periférica, enquanto “tem pessoas poderosas rindo da cara do povo”. Ele finalizou declarando que Bauru vai ficar conhecida como a cidade que conseguiu privatizar tudo.

Edson Miguel (Republicanos) usou a tribuna para comentar sobre o financiamento de R$ 111 milhões que a Prefeitura vai contrair com o Programa Desenvolve São Paulo para viabilizar melhorias na área de infraestrutura urbana. O vereador afirmou que o recurso vai atender bairros necessitados, mas ainda há localidades que precisam de intervenções e não entraram no planejamento da Prefeitura. Nesses casos, Edson defendeu duas soluções usualmente aplicadas em estradas rurais para atender as áreas emergencialmente: “Enquanto o asfalto não chega, nós buscamos alternativas para minimizar os danos causados nos bairros”, afirmou o vereador, que apresentou vídeos com a demonstração dos dois métodos. O parlamentar ainda anunciou que a EMEII Lilian Aparecida Passoni Hadad vai ser cercada e as calçadas no entorno da EMEF Prof.ª Lourdes de Oliveira Colnaghi passarão por melhorias. Dois pedidos apresentados por ele à Secretaria Municipal de Educação.

Natalino da Pousada (PDT) fez um convite para a população acompanhar os quatro dias de Audiência Pública de prestação de contas das metas fiscais do terceiro quadrimestre de 2025 da Administração Municipal. Elas acontecem entre os dias 24 e 27 de fevereiro, sempre a partir das 14h, na sede do Poder Legislativo. Como presidente da Comissão Interpartidária da Câmara, ele é responsável pelos eventos e reforçou o pedido para que as Secretarias Municipais enviem os relatórios numéricos com pelo menos 72 horas de antecedência da apresentação, para análise dos vereadores. Na sequência, ele abordou algumas demandas que acompanha no bairro Pousada da Esperança II: a falta de iluminação pública no período da noite, a realização de serviço de terraplanagem após solicitações suas, e a cobrança para que recursos sejam destinados para melhorias em ruas de terra como as do bairro e à iluminação, que se relaciona diretamente à segurança pública. Natalino, assim como o vereador Segalla, ainda teceu críticas sobre como a Prefeitura agenda suas audiências públicas com pouco prazo para análise de questões que impactam a qualidade de vida da população: “precisava ser mais democrática”.

Estela Almagro (PT) usou a tribuna para parabenizar as escolas de samba e blocos que participaram do Carnaval em Bauru. A vereadora ressaltou que o evento estimula a economia criativa, com a geração de empregos e renda. Por isso, argumentou que o Poder Público precisa entender a dimensão econômica e social do Carnaval. Estela ainda anunciou que, no dia 20 de março, vai realizar uma audiência pública para discutir a reforma do Sambódromo da cidade. A parlamentar afirmou que sucessivos prefeitos não olharam para o espaço como componente das políticas públicas para a área da cultura, e isso precisa mudar: “É preciso ter criatividade e vontade política para que a gente possa avançar”, disse. Outro tema abordado por Estela foram as denúncias de atraso no atendimento na UPA do Geisel e o furto da fiação da Policlínica de Bauru. A vereadora apontou que a falta de segurança nos prédios públicos está sendo naturalizada. Por fim, Estela informou que foi convidada para prestar depoimento à comissão formada no âmbito do DAE para investigar denúncias sobre irregularidades na manutenção de caminhões da autarquia. Ela disse que cabe ao departamento, e não a ela apresentar respostas sobre o assunto. E acrescentou que a investigação interna no DAE não impede que a Câmara abra uma Comissão Especial de Inquérito para investigar o caso.

Cabo Helinho (PL) comentou sobre o Carnaval em Bauru: pelo ponto de vista da segurança ele avaliou o feriado como muito bom, parabenizando os policiais pelo empenho em garantir a segurança dos foliões; já pelo lado da perturbação do sossego, chamou de “impressionante” a quantidade de reclamações, em especial de moradores da região próxima da Avenida Jorge Zaiden, onde ocorreu o desfile dos blocos e escolas de samba. Ele sugeriu que os cidadãos formalizem a reclamação, para que o Poder Executivo tome conhecimento da modificação dos bairros no entorno nos últimos anos, que concentram um maior número de moradias e prédios. “Não estou criticando o Carnaval, mas a localização, que acaba gerando uma perturbação terrível a quem mora ali”, disse, defendendo que passou da hora de Bauru ter um ambiente adequado para o desfile e vários outros eventos. Na sequência, Cabo Helinho criticou a escolha da data, pela Prefeitura, para a audiência pública sobre a concessão do serviço de gestão dos resíduos sólidos. Ela foi marcada para o mesmo dia de Sessão Ordinária na Câmara, o que pode impossibilitar a participação dos vereadores. Por fim, o vereador abordou os problemas enfrentados pelo Bairro Águas Virtuosas, que tem sofrido no período de chuva com ruas que ficam inacessíveis e intransitáveis, deixando os moradores ilhados. Ele cobrou medidas paliativas da Prefeitura, que garantam tanto segurança e acesso às propriedades em dias de chuva aos moradores quanto protejam o Rio Batalha, que passa pela localidade.

Julio Cesar (PP) expôs o caso de uma paciente com gestação de risco acompanhada pela Casa da Mulher. Ela continua aguardando um ultrassom com doppler pela falta do profissional que realiza o exame. A situação, segundo o vereador, vem se repetindo desde o ano passado. E cobrou: “A gente quer saber o que a Secretaria (de Saúde) vai fazer para atender essas mães”. Julio Cesar também lembrou que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sancionou a Lei “Bob Coveiro” neste mês. Ele pediu que a legislação, que autoriza o sepultamento de cães e gatos em jazigos e túmulos familiares junto com seus tutores, seja estudada e aplicada em Bauru. O parlamentar ainda elencou uma série de denúncias de abandono e maus tratos contra animais e reforçou que a Administração Municipal precisa enfrentar o aumento da população de cães e gatos pelas ruas da cidade. “Saímos do amadorismo. Hoje temos condições de discutir isso de forma técnica”, argumentou Julio Cesar.

Eduardo Borgo (Novo) chamou de “serviço de porco” o anúncio do aumento da tarifa de água em pleno sábado de Carnaval, relembrando que desde janeiro de 2025,a taxa já acumulou um aumento de 18,5%. “Bauruense, prepare o bolso e lembre daqueles que deram condições para isso acontecer, quem votou a favor”, alertou. Depois, sua fala girou em torno de críticas à família Rosim e à gestão que tem feito na cidade: ele pontuou o contraste entre a vida da família, que melhorou financeiramente nos últimos anos, com a da população de Bauru, que enfrenta dificuldades; reforçou que já vem avisando que essa gestão iria quebrar a cidade para depois “vazar” daqui; e citou problemas financeiros com a Funprev e a Cohab, além das condições precárias de cuidado com a Policlínica – Centro de Especialidades Médicas Municipal, que foi furtada recentemente. Por fim, Borgo declarou que o projeto de drenagem da Avenida Nações Unidas, do jeito que foi apresentado pelo Poder Executivo, vai acabar ficando travado.

Mané Losila (MDB) usou a tribuna para parabenizar a direção e a torcida do Noroeste, afirmando que ambas foram importantes para a manutenção do time na primeira divisão do Campeonato Paulista. O vereador também parabenizou a escola Mocidade Unida da Vila Falcão, vencedora do Carnaval bauruense, e a Secretaria Municipal de Cultura, responsável pela organização do evento. Na sequência, Mané citou o lançamento da Campanha da Fraternidade 2026, com o tema “Fraternidade e Moradia”, e ressaltou o envolvimento do MDB na causa, lembrando que a mobilização de agentes políticos do partido trouxe recursos para Bauru aplicar na área de moradia. O parlamentar também cobrou duramente a Administração Municipal para que dê celeridade às obras envolvidas na construção do Complexo de Poços “Val de Palmas”, que promete levar melhorias ao abastecimento de água na região oeste da cidade. Mané mencionou, inclusive, que o empréstimo de R$ 40 milhões autorizado pela Câmara para financiar obras de infraestrutura do DAE não foi formalizado pela Prefeitura. “Eu não gosto de gerar falsa expectativa na população”, declarou antes de afirmar que se sentirá enganado pelo Governo Municipal caso as obras pendentes não sejam iniciadas o quanto antes.

Marcelo Afonso (PSD) focou seu discurso na atuação da Comissão de Direito e Proteção dos Animais e Causas Sociais da Câmara, que tem acompanhado os problemas relacionados a animais de grande porte no município. Mesmo com a existência de uma lei que proíbe a criação deste tipo de animal no perímetro urbano em Bauru, há acidentes recorrentes. Ele citou alguns deles, como porcos que interromperam o trânsito em uma grande via, o atropelamento de uma vaca em uma rodovia e até o roubo de cavalos e burros do Centro de Zoonoses: “É uma vergonha para a cidade, não tem segurança nenhuma”, lamentou, dizendo que muitas legislações aprovadas e sancionadas não são obedecidas – mesmo caso da lei que prevê videomonitoramento nas escolas e unidades de saúde bauruenses. O vereador disse perceber que muitas propostas e soluções para segurança pública são levantadas pela Câmara, mas não recebem continuidade do Poder Executivo. Um exemplo foi sua sugestão para que os animais de grande porte sejam destinados ao Recinto Mello Moraes, considerado adequado pela Comissão. Enviada por ofício, a sugestão recebeu como resposta que o Recinto não tem segurança, insumos, equipe técnica nem capacidade de manejo para isso. “Se lá não for adequado, onde vai ser?”, questionou, relembrando uma ação que foi realizada no local para microchipagem e controle da população animal no município.

Márcio Teixeira (PL) foi mais um vereador a parabenizar a direção do Noroeste pela permanência do time na primeira divisão do Campeonato Paulista. O vereador também informou que vai acionar o artigo 18 da Lei Orgânica do Município, que dá aos vereadores a prerrogativa de requerer informações à prefeita e aos responsáveis pelos órgãos da administração direta e indireta, para averiguar como vem sendo feita a aplicação de duas leis. A primeira é a Lei Municipal n.º 5.689/2008, que obriga as concessionárias de veículos automotores a plantarem uma árvore a cada dez automóveis zero quilômetros vendidos. A segunda é a Lei Municipal n.º 4.920/2022, que proíbe a utilização de cerol ou qualquer material cortante para empinar pipa. O vereador também abordou o aumento da tarifa de água, declarando que ele é abusivo. Além de não ter sido discutido pelo Conselho Municipal dos Usuários de Água, segundo Teixeira, o ajuste fica bem acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é usado para corrigir os valores dos contratos mantidos pelo DAE.

Markinho Souza (MDB), depois de parabenizar todos os envolvidos no Carnaval de Bauru em 2026, dedicou sua fala para chamar atenção a algo preocupante que vem acontecendo na cidade: o aumento da violência contra a mulher. Citando algumas notícias recentes de casos de violência e feminicídio, ele procurou alertar o Poder Executivo, os demais vereadores e todas as autoridades que o que está acontecendo não é normal, com agressores atuando à luz do dia, em frente de testemunhas. Markinho listou alguns serviços existentes no município, em especial no atendimento à vítima, mas defendeu que é preciso encontrar algo que mude esse quadro e trabalhe também na prevenção. “Como fazer isso em uma situação na qual os homens não se preocupam mais onde estão, o horário… isso é muito sério, precisamos encontrar uma alternativa”, clamou. Ele ainda se dirigiu às secretarias municipal e estadual de educação para pensar projetos que incentivem as meninas a continuarem os estudos, para não dependerem financeiramente “desses monstros”: “a prevenção da violência contra a mulher passa pela educação”, pontuou.

Miltinho Sardin (PSD) abordou o veto da prefeita Suéllen Rosim (PSD) que constava na pauta da sessão ordinária desta quinta-feira, declarando que votaria pela derrubada dele. Sardin é presidente da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara, mencionada no artigo objeto do veto. O vereador também falou sobre o mutirão de limpeza levado a vários pontos da cidade. Sardin avaliou que faltou efetividade ao trabalho devido à dinâmica adotada: “Muitos bairros ainda estão sem o atendimento do mutirão. E naqueles que foram atendidos, o mato voltou a crescer”, disse. O parlamentar também cobrou estudos para intervenções viárias no cruzamento da Alameda das Acácias com a Alameda Ipê, ponto onde o registro de acidentes de trânsito é recorrente. Como as vias dão acesso a marginais, os motoristas costumam trafegar em alta velocidade no local, segundo o vereador. Por isso, Sardin entende que duas medidas são essenciais: melhorar a sinalização e instalar obstáculos de solo.

Reprodução: Câmara Municipal de Bauru

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