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Comissão de Obras e Transporte discute falta de troco nos ônibus circulares

  O presidente da Comissão de Obras e Transportes da Câmara Municipal, Mané Losila (PDT), e os vereadores Markinho Souza (PP) e José Roberto Segalla (DEM) receberam, na manhã desta terça-feira (26/09), a direção do sindicato que representa os motoristas do transporte coletivo urbano de Bauru (Sindtran).

  A pauta do encontro foi a dificuldade desses trabalhadores decorrente da falta de moedas para o troco dos passageiros que optam pelo pagamento da tarifa com dinheiro.

  Antes do último reajuste, o valor da tarifa era de R$ 3,75. Agora, é de R$ 3,80, o que exige a disponibilidade de moedas de cinco ou de dez centavos, que, segundo os representantes do sindicato, deixaram se der produzidas.

  Sem o troco, os motoristas estariam sendo alvo de reações, algumas vezes agressivas, de passageiros que ficam impedidos de embarcar nos ônibus, que são monitorados por câmeras de vídeo.

  Aos parlamentares, o grupo – formado pelo presidente do Sindtran, Valci Francisco da Silva, pelo diretor Jair Tadeu Medeiros e pelo assessor da diretoria Nélio Souza Santos – sugeriu como solução o retorno do valor da tarifa em dinheiro para R$ 3,75.

  Para compensar a perda de receitas das empresas e garantir o equilíbrio econômico-financeiro previsto em contrato, o sindicato propõe que o montante seja diluído no valor da tarifa paga com cartão.

  Como 70% dos usuários optam por essa modalidade, o impacto nesta tarifa seria inferior a cinco centavos. Hoje, ela custa R$ 3,65.

  Os vereadores pontuaram que, dessa forma, o uso do cartão se tornará menos atrativo, pois a diferença no valor da tarifa seria inferior a dez centavos.

  O presidente do Sindtran, contudo, argumentou que os passageiros do cartão já gozam da integração gratuita, impraticável para os que pagam em dinheiro.

  Diante da exposição dos dirigentes sindicais, os parlamentares agendaram uma reunião com o prefeito Clodoaldo Gazzetta para as 17h de amanhã, quarta-feira (27/09), já que a definição dos valores da tarifa do transporte coletivo é de competência unilateral do Poder Executivo.

 

 

VINICIUS LOUSADA

Assessoria de Imprensa

Reprodução: Câmara Municipal de Bauru

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