Concreteiras apresentam projeto que prevê doação de concreto usinado para a construção de calçadas em Bauru
Na manhã desta terça-feira (23/09), a Câmara Municipal promoveu uma reunião pública para discutir o projeto de empresas da cidade que querem doar sobras de concreto usinado para a execução de calçadas em Bauru. Começando pela área do Distrito Industrial II. O encontro foi viabilizado pela Comissão de Obras, Habitação e Transportes da Casa de Leis, que é presidida pelo vereador Mané Losila (MDB).
Além do parlamentar do MDB, estiveram no Plenário “Benedito Moreira Pinto” os vereadores Emerson Construtor (Podemos), André Maldonado (PP), Junior Lokadora (Podemos), Cabo Helinho (PL) e Estela Almagro (PT).
Convidados, também compareceram à reunião o chefe de Gabinete da prefeita Suéllen Rosim (PSD), Leonardo Marcari; o secretário municipal de Negócios Jurídicos, Vitor João de Freitas; a secretária municipal de Infraestrutura, Pérola Zanotto; o secretário municipal de Serviços Urbanos, Jorge Luís de Souza; a secretária municipal de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal, Cilene Chabuh Bordezan; e representantes das Secretarias Municipais de Aprovação de Projetos e de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação.
No início da reunião, Paula Zanzeri, representante da Concreteira Ribeiro Alpha, localizada no Distrito Industrial II, fez um esboço da proposta. Ela defendeu que o objetivo é dar uma destinação às sobras de concreto usinado que ficam nos caminhões betoneiras e, ao mesmo, auxiliar o município, eliminando custos que atravancam a melhoria da infraestrutura urbana por falta de disponibilidade orçamentária.
Nesse sentido, a ideia é que o Distrito Industrial II, que convive com a falta de calçadas, seja o primeiro local abarcado. De acordo com Zanzeri, existem cinco concreteiras na localidade que poderiam ser convidadas formalmente a aderir à ação. Duas, inclusive, já manifestaram interesse.
Caberia à Prefeitura Municipal apenas viabilizar a preparação da base para o despejo do concreto, fornecer mão de obra para esparramar o material de imediato (dentro de um cronograma a ser estabelecido) e construir as guias (e sarjetas).
Durante a reunião, o presidente da Comissão de Obras da Casa de Leis avaliou que a proposta é extremamente favorável para a Administração Municipal. Ele estipulou que, caso as 10 concreteiras da cidade sejam mobilizadas, seriam executados diariamente até 100 metros quadrados de calçamento com espessura de 3 cm. Ou seja, o setor privado estaria ajudando o Poder Público a economizar algo em torno de R$ 600 mil por ano (de material), se considerado o preço praticado no mercado.
Na sequência, o secretário municipal de Negócios Jurídicos, Vitor João de Freitas, disse que não há impedimentos legais para a doação do material. Já o secretário municipal de Serviços Urbanos, Jorge Luís de Souza, expôs que é possível deslocar um pedreiro e dois reeducandos para os pontos de despejo onde serão feitas as calçadas. E a secretária municipal de Infraestrutura, Pérola Zanotto, afirmou que sua equipe pode contribuir com a terraplanagem das áreas e a construção das guias e sarjetas. “É só uma questão de planejamento”, destacou Zanotto.
Presente na reunião, a vereadora Estela Almagro (PT) assinalou que seria importante formalizar e regulamentar a parceria através de um programa, cuja elaboração caberia ao Poder Executivo. Mané Losila, por sua vez, pediu ao chefe de Gabinete da prefeita, Leonardo Marcari, que passe a liderar a articulação entre as secretarias e o setor empresarial para alinhavar os detalhes imprescindíveis para a execução do projeto.
Reprodução: Câmara Municipal de Bauru


