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Pastor Bira (Podemos) propõe criação de Semana Municipal de Música Erudita: “para valorizar e democratizar acesso”

Nesta terça-feira (13/01), a Câmara Municipal promoveu uma Audiência Pública para debater sobre a criação e inclusão da Semana Municipal da Música Clássica no Calendário Oficial de Eventos do Município de Bauru. A iniciativa foi do vereador Pastor Bira (Podemos).

Foi convocado e compareceu para o encontro o secretário de Educação, Nilson Ghirardello. O secretário de Cultura, Roger Barude Camargo, foi representado por Eduardo Carriel, servidor da pasta. Também compareceram representantes do Conselho Municipal de Cultura, Escola Allegro Suzuki Bauru, Coro Lyrico de Bauru, Sonora Festival de Compositoras, Bravo Academia de Música, ABDA Filarmônica, Orquestra Sinfônica Municipal de Bauru, Centro Suzuki Bauru e Banda Municipal de Bauru.

A audiência, que é obrigatória para a continuidade de projetos de lei que propõem novas datas ao Calendário Oficial de Eventos do Município, contou com a manifestação de diversos presentes. Em suas falas, eles defenderam o desejo antigo de Bauru ter uma semana voltada à música erudita, a qual, segundo eles, mantém um público cativo significativo na região. Isso seria um passo para que o município se torne uma potência cultural e econômica na área.

Sandra Carvalho, da Escola Allegro Suzuki, foi a primeira a se manifestar e deu a sugestão de mudar o nome da data para Semana Municipal de Música Erudita, para tornar o termo mais correto e abrangente. A contribuição já foi acatada pelo Pastor Bira.

Foi o vereador quem assegurou que o objetivo da Audiência Pública era elaborar uma minuta de Projeto de Lei, que, contando com a posterior aprovação do plenário, se transforme em um legado para a cidade.

“Entendemos que precisamos criar um espaço para valorizar, divulgar e democratizar a música erudita, dar visibilidade aos artistas e facilitar a parceria entre entidades”, disse Bira, que ainda lembrou que a Semana não exigiria altos investimentos.

A intenção, segundo ele, é que a data conte com diversos eventos como concertos didáticos, oficinas, apresentações, palestras, masterclasses com músicos locais e de fora, homenagens a músicos e educadores, tudo em uma programação decidida entre classe artística e Poder Público. “Para que seja viável e participativa”, completou.

Os representantes do Poder Público presentes também tiveram momentos de fala. O secretário de Educação, Nilson Ghirardello, pediu atenção à escolha da data da Semana, para poder garantir o alojamento em escolas dos músicos que venham de outras cidades para festivais, caso seja essa a intenção. Ele também concordou que, além de alcançar o público que já consome música erudita, a nova data no calendário pode abrir um leque para pessoas que nunca tiveram contato com esse tipo de estilo musical.

Por sua vez, Eduardo Carriel, da Secretaria de Cultura, reforçou ser importante a participação da sociedade na elaboração do projeto de lei. Ele ainda trouxe o dado que a Banda e a Orquestra Municipal e o Projeto Guri atendem hoje quase 300 artistas: “e todos os eventos com eles são lotados, então você tem, sim, um público para isso”, disse. Além disso, ele anunciou que será retomado um projeto da Prefeitura que leva alunos da rede pública ao Teatro para conhecer estes instrumentos de cultura.

Diversas outras colocações foram feitas ao longo da audiência por pessoas presentes. Elas puderam trazer demandas, desafios e relatos, como melhorias no Teatro Municipal, falta de oportunidades de profissionalização e valorização dos professores especializados, necessidade de espaços para apresentações, a não existência de projetos avançados para dar continuidade para os jovens que veem a música como profissão, a sugestão de resgatar o coro municipal, a importância de se utilizar a música erudita de maneira estratégica na educação e na sociedade, a preocupação de não tornar a Semana Municipal de Música Erudita em algo elitista, etc.

“Estou saindo daqui com muito mais conhecimento”, finalizou o vereador Pastor Bira, que reforçou que deve promover um grupo multidisciplinar para fazer o tanto a minuta quanto o futuro Projeto de Lei funcionar.

Reprodução: Câmara Municipal de Bauru

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