Comissão de Obras cobra celeridade na perfuração de poços que prometem levar segurança hídrica para região oeste de Bauru
Na manhã desta terça-feira (10/02), a Câmara Municipal de Bauru realizou uma Reunião Pública para discutir o andamento da implantação do Complexo de Poços “Val de Palmas” na região oeste da cidade. O encontro foi idealizado pela Comissão de Obras, Serviços Públicos, Habitação e Transportes da Casa de Leis, que é presidida pelo vereador Mané Losila (MDB) e tem Dário Dudário (PSD) e Emerson Construtor (Podemos) como membros.
Além dos integrantes do colegiado, estiveram no Plenário “Benedito Moreira Pinto” os parlamentares Junior Rodrigues (PSD), Estela Almagro (PT) e Cabo Helinho (PL).
Convidados pela comissão, também compareceram à reunião a secretária municipal de Infraestrutura, Pérola Zanotto; o secretário municipal de Negócios Jurídicos, Vitor João de Freitas; a secretária municipal de Habitação, Tábata Ribeiro Pinheiro; a secretária municipal de Aprovação de Projetos, Rafaela Foganholi; o secretário municipal de Governo, Renato Purini; o presidente da Emdurb, Donizete do Carmos dos Santos; o presidente do Departamento de Água e Esgoto de Bauru (DAE), João Carlos Viegas da Silva; e o chefe de Gabinete da Prefeitura, Leonardo Marcari.
Informações apresentadas na reunião
Coube ao presidente do DAE responder às principais perguntas dos vereadores sobre a execução das obras.
O projeto do Complexo “Val de Palmas” prevê a perfuração de quatro poços (P1, P2, P3 e P4) para acessar o lençol freático do Aquífero Guarani. Mas apenas o poço P2, construído através de uma contrapartida da construtora Pacaembu, começou a ser perfurado, em outubro de 2025.
Abordando o caso do poço P2, João Carlos Viegas informou que já foram superados 392 metros da camada de basalto do solo e 12 metros da camada de arenito, ou seja, a perfuração do poço atingiu 404 metros de profundidade. Para alcançar a vazão de água necessária, no entanto, é preciso atingir os 600 metros de profundidade.
O vereador Mané Losila (MDB) cobrou uma definição do prazo para a finalização do trabalho. O presidente do DAE argumentou que podem haver intercorrências no processo, mas a estimativa é que a perfuração seja finalizada em dois meses. Além disso, garantiu que o poço terá vazão suficiente, o que foi reforçado pela fala de Renato Purini, secretário municipal de Governo.
Em relação ao poço P1, que será construído com recursos do próprio DAE, Viegas disse que o processo licitatório será reaberto até março e não ocorrerá na modalidade emergencial, como era previsto inicialmente. O presidente ainda garantiu que as tabelas de preços anexadas ao projeto, que levaram a questionamentos de empresas concorrentes na licitação anterior por estarem defasadas, foram atualizadas.
A situação do poço P4 também foi abordada durante a reunião. Ele será licitado através da Secretaria Municipal de Infraestrutura, assim como a adutora e os dois reservatórios previstos no projeto do Complexo “Val de Palmas”. A origem dos recursos para a execução das obras, entretanto, suscitou críticas dos vereadores, já que o empréstimo de R$ 40 milhões que seria contraído com a Caixa Econômica Federal (autorizado pela Câmara no ano passado) não foi efetivado.
Neste ponto, o secretário de Governo, Renato Purini, se manifestou para afirmar que a Prefeitura está empenhada em reorganizar o orçamento de 2026 a fim de dispor de recursos próprios para a obra. A ideia é que o montante utilizado seja reposto posteriormente, quando o financiamento for liberado.
Diante do exposto, o presidente da Comissão de Obras da Câmara cobrou mais efetividade da Administração Municipal e do DAE. “Fico apreensivo e chateado porque tiveram poucos avanços concretos”, disse Mané Losila, contrastando as informações apresentadas nesta terça-feira com aquelas obtidas durante uma reunião pública do colegiado, realizada em outubro de 2025, para debater o tema (leia aqui).
Outros parlamentares presentes da reunião esboçaram opiniões semelhantes e cobraram emergência na execução das obras, para evitar uma nova crise hídrica. Nesse sentido, o presidente do colegiado enfatizou a necessidade de formalizar o empréstimo junto à Caixa Econômica Federal: “Isso precisa ser resolvido”.
Reprodução: Câmara Municipal de Bauru


