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Projeto de recuperação do Sambódromo Municipal está na fase final, mas falta dinheiro para as obras

Na manhã desta sexta-feira (20/03), a Câmara Municipal de Bauru realizou uma Audiência Pública para discutir o projeto de recuperação do Sambódromo Municipal “Guilberto Duarte Carrijo”, cuja pista central está interditada desde 2019. O encontro foi agendado pela vereadora Estela Almagro (PT).

Além da parlamentar, que presidiu a reunião, o vereador Sandro Bussola (MDB) esteve no Plenário “Benedito Moreira Pinto”.

Convocados para o encontro, também compareceram o secretário municipal de Cultura, Roger Barude; a secretária municipal de Infraestrutura, Pérola Mota Zanotto; e o secretário municipal da Fazenda, Everson Demarchi.

A audiência ainda contou com a participação de representantes do Conselho Municipal de Política Cultural de Bauru (CMPC), das agremiações e blocos carnavalescos da cidade.

Projeto Executivo e Orçamento

Fernanda Fabri, fiscal do contrato firmado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura com a empresa contratada para elaborar o projeto executivo das obras de recuperação, detalhou os problemas identificados no estudo realizado no local em 2022.

Ela explicou que o colapso da estrutura lateral do sambódromo ocorrido em 2019 foi causado por problemas no sistema de drenagem que intercepta a água que escoa das áreas altas do Núcleo Geisel. Logo, o projeto em elaboração já prevê duas ações primordiais: reforçar o talude que dá estabilidade ao terreno e selar os tubos que passam sob o sambódromo.

No entanto, a secretária municipal de Infraestrutura, Pérola Zanotto, reforçou que a pasta não tem orçamento para a execução das obras, estimadas até aqui em 12 milhões de reais.

Diante da informação, a presidente da Liga das Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos de Bauru, Mariana Storniolo, indagou se será possível realizar os desfiles do Carnaval de 2027 no sambódromo. A secretária disse que não: “Não estaria pronto, mesmo que houvesse recursos”, apontou.

A vereadora Estela Almagro (PT) reconheceu a dificuldade financeira para viabilizar a obra, mas listou alternativas que a Prefeitura pode adotar quando o projeto executivo for finalizado, o que está previsto para as próximas semanas. Entre elas, mencionou a opção por uma Parceria Público-Privada (PPP) e a busca de recursos junto ao Governo Federal, através do Ministério da Cultura.

Enquanto isso, a parlamentar cobrou empenho da Secretaria Municipal de Cultura para “devolver a posse” do espaço à população. Estela e representantes da comunidade que participaram da audiência reforçaram que as áreas de concentração e dispersão do sambódromo podem ser utilizadas ao longo de todo ano para atividades que tragam retorno social, cultural e econômico para a cidade, especialmente à região do Núcleo Geisel.

Roger Barude, secretário municipal de Cultura, afirmou que essa é a pretensão da pasta. Por isso, já planeja melhorias na estrutura do local e dialoga com Flávio Jun Kitazume, coordenador de Políticas Públicas para Segurança e Monitoramento da Prefeitura de Bauru, a fim de ampliar a segurança dele. Barude chegou a mencionar que vem ocorrendo o uso clandestino das instalações.

Nova audiência

Antes de encerrar o encontro desta sexta-feira, a vereadora Estela Almagro informou que promoverá uma nova reunião daqui a 60 dias. Até lá, a parlamentar disse esperar que o projeto executivo seja finalizado.

Ela também mencionou que vai inserir nas discussões a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, pois a recuperação e revitalização do sambódromo dialoga com o Parque da Água Comprida.

Reprodução: Câmara Municipal de Bauru

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