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Em última oitiva, ‘CEI da COVID-19’ ouve Suéllen Rosim

A Comissão Especial de Inquérito (CEI), que apura a atuação do Poder Executivo no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus em Bauru, promoveu a sexta rodada de oitivas nesta terça-feira (6/7), com a chefe do Poder Executivo de Bauru, Suéllen Rosim.

O colegiado é presidido pelo vereador Mané Losila (MDB) e tem Eduardo Borgo (PSL) como relator.

Outros parlamentares membros são Junior Rodrigues (PSD), Junior Lokadora (PP) e Pastor Bira (Podemos).

Além dos membros, estiveram presentes os vereadores Marcelo Afonso (Patriota), Coronel Meira (PSL) e Julio Cesar (PP),

Também participou dos trabalhos da comissão de investigação, por videoconferência, o presidente da Comissão de Direito Administrativo da OAB Bauru, Marcos Rios da Silva.

A prefeita Suéllen Rosim foi ouvida por videoconferência, durante o último encontro da comissão.

No início de sua oitiva, a chefe do Executivo destacou a defasagem histórica do sistema de saúde do município, agravada ainda mais durante a pandemia. Questionada por Eduardo Borgo, Suéllen Rosim afirmou acreditar que se o município tivesse um sistema de saúde fortalecido, construído com o passar dos anos e dos mandatos, a população poderia ser melhor assistida.

Sobre os serviços prestados pela Fundação Estatal Regional de Saúde da Região de Bauru (Fersb) para o município, Suéllen reconheceu que algumas diretrizes e alguns termos dos contratos precisam ser ajustados. A prefeita também pontuou as dificuldades enfrentadas pelo poder público para contratar médicos no atual período.

No caso específico das Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Ipiranga e do Geisel/Redentor, o contrato com a fundação foi estendido por mais três meses com o objetivo de iniciar outro processo licitatório, com novas diretrizes, sem deixar as unidades sem convênio vigente.

De acordo com Rosim, 101 leitos destinados para o tratamento de pacientes com a COVID-19 foram criados em sua gestão, com financiamento próprio e auxílio de outras frentes.

Sobre a abertura do comércio bauruense, a prefeita disse acreditar que é necessário buscar um equilíbrio entre saúde e economia, já que grande parte da população tem no comércio a sua principal fonte de renda. “Não acho que minha atitude piorou a pandemia”, pontuou Suéllen.

Ao ser questionada sobre as relações entre a chefe do Executivo e o Governo do Estado, Rosim afirmou seu interesse em manter canais de comunicação em todas as frentes do governo. Para a prefeita, o anúncio mais esperado por ela e pelos munícipes, por parte do Governo Estadual, é a abertura em definitivo do Hospital das Clínicas (HC) de Bauru.

Para Suéllen Rosim, o município não foi prejudicado por essa rusga entre os governos.

Indagada sobre as visitas que fez à Brasília (DF), durante o seu mandato, Suéllen informou que essas agendas tinham como objetivo solicitar aos órgãos federais e representantes legislativos desta esfera, a destinação de emendas para o município e a inclusão de Bauru em futuros estudos dos Ministérios, entre outras solicitações. A prefeita informou que o município receberá mais de R$ 3 milhões em emendas destinadas ao custeio do sistema de saúde local.

Suéllen Rosim acredita que a vinda de um hospital de campanha do Exército para o município seria importante, e afirmou já ter feito esse pedido anteriormente.

Sobre a manutenção dos leitos que são financiados com recursos do município, a prefeita disse que verbas de outras secretarias estão sendo contingenciadas para manter os leitos em funcionamento, enquanto o credenciamento junto ao Ministério da Saúde não é finalizado. De acordo com Suéllen Rosim, o Ministério da Saúde não pode credenciar leitos de UTI em hospitais de campanha, sendo necessária a mudança de nomenclatura do HC para que o credenciamento ocorra. A gestora reforçou que essa mudança já foi solicitada, por diversas vezes, ao Governo do Estado.

Questionada por Eduardo Borgo, a prefeita disse acreditar que a fiscalização das aglomerações, por parte do Poder Público, está sendo feita com excelência.

Durante a oitiva, Suéllen agradeceu aos profissionais da saúde do município pelos esforços durante o processo de vacinação da população, o que tem possibilitado antecipar a imunização, conforme a disponibilidade de doses.

Sobre o uso de tratamento imediato para a COVID-19, a prefeita disse acreditar que apenas o profissional médico tem condições de definir qual é o melhor tratamento para o paciente infectado.

Eduardo Borgo sugeriu para o chefe do Executivo a disponibilização de um local específico onde a população possa encontrar profissionais que receitem o tratamento imediato. “Pra mim, a autonomia médica é muito importante, mas não vejo porque não discutir a disponibilidade do tratamento imediato na rede municipal”, pontuou Rosim.

Indagada por Junior Rodrigues, Suéllen Rosim disse que no momento não existe possibilidade de compra de vacinas por parte do município, porque os fabricantes contingenciaram a compra diretamente com o Governos Federal.

Questionada por Mané Losila sobre o funcionamento da Ouvidoria Municipal ininterruptamente, Suéllen reconheceu que há falhas no sistema de atendimento, mas que os registros podem ser feitos na internet, após o horário de funcionamento dos telefones.

Indagada por Losila, a prefeita municipal esclareceu que aqueles munícipes que faleceram esperando leitos de UTI COVID-19 foram atendidos pela equipe médica nas unidades de saúde, dentro das possibilidades que elas oferecem.

No fim de sua oitiva, Suéllen Rosim disse esperar que no segundo semestre tenha equilíbrio e queda no número de casos de COVID-19, com a aceleração da vacinação no município.

Fase final

Para os próximos dias, os membros da ‘CEI da COVID-19’ farão reuniões internas de trabalho, com o intuito de discutir a elaboração do relatório final, que deve ser entregue até o dia 6 de agosto, cumprindo o prazo máximo de 90 dias de trabalho. Assim que finalizado, o relatório será votado em Plenário, durante a Sessão Legislativa Ordinária da Câmara Municipal de Bauru, em 9 de agosto.

Reprodução: Câmara Municipal de Bauru

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