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Vereadora Estela Almagro (PT) aponta falhas em processo para contratação de sistema de monitoramento para prédios municipais

Na manhã desta quarta-feira (20/05), a Câmara Municipal de Bauru realizou uma Audiência Pública, por iniciativa da vereadora Estela Almagro (PT), para debater as ações adotadas pela Prefeitura para garantir a segurança dos prédios municipais.

Além da parlamentar, que presidiu a reunião, estiveram no Plenário “Benedito Moreira Pinto” os vereadores Cabo Helinho (PL) e Junior Lokadora (Podemos); o chefe de Gabinete da Prefeitura, Leonardo Marcari; o secretário municipal de Educação, Nilson Ghirardello; o secretário municipal de Saúde, Márcio Cidade Gomes; o secretário municipal de Administração, Cristiano Zamboni; o secretário municipal da Fazenda, Everson Demarchi.

Na abertura da audiência, Estela relembrou que no último dia 6 de março promoveu um primeiro encontro para discutir o tema. A parlamentar resgatou as informações apresentadas pela Administração Municipal na ocasião, as quais indicavam que a Secretaria Municipal de Governo tinha iniciado uma nova pesquisa de preços dos equipamentos previstos para o edital que vai contratar um sistema de monitoramento para 215 prédios municipais.

A vereadora enfatizou que as informações apresentadas naquele momento destoam de respostas que a Prefeitura lhe encaminhou recentemente, com dados sobre o andamento do processo.

Estela argumentou que o Termo de Referência da licitação, que serve como base para o futuro edital (detalha o que será comprado ou contratado), foi assinado no dia 6 de março. Justamente a data em que promoveu a primeira audiência pública. O problema, de acordo com ela, é que naquele dia os representantes da Administração Municipal afirmaram que ainda estava em curso a fase de pesquisa de preços.

“Ele mentiu para mim. Isso é sério!”, afirmou Estela em alusão à fala do coordenador de Políticas Públicas de Segurança e Monitoramento da Prefeitura, o coronel da reserva Flávio Jun Kitazume.

Para corroborar sua fala, a vereadora também procurou apontar que o processo apresenta outras incoerências. E exemplificou: “As pesquisas que supostamente levaram à formação desse termo é do dia 13 (de março). Como pode?”, indagou.

A parlamentar ainda mencionou reportagem veiculada na imprensa local. De acordo com Estela, as informações divulgadas pela Prefeitura dão a entender que o edital já estava pronto. “Eu estou pasma. Isso ainda está sendo estudado!”, enfatizou após os secretários municipais de Educação e Saúde afirmarem que ainda não foram consultados para tratar da disponibilidade orçamentária das pastas para financiar o sistema em seus prédios.

Cristiano Zamboni e Everson Demarchi, em contrapartida, defenderam que essa fase ainda não chegou. “É a última etapa do processo”, disse Demarchi.

Dando por encerrada a audiência, Estela declarou: “Está uma confusão do tamanho do mundo”. E completou: “Já restabeleci a verdade e agora vou para o plano do conselho: isso precisa ser revisto”.

Antes, no entanto, Cabo Helinho (PL) pediu que o Gabinete da prefeita dê atenção à situação e estipule um cronograma em torno da licitação. “Para que a gente tenha um norte e possa acompanhar e cobrar aquilo que estiver falho”, disse o vereador.

Reprodução: Câmara Municipal de Bauru

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