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Comissão de Obras: Executivo e DAE apresentam ações de recuperação das vias em razão das fortes chuvas

A Comissão de Obras, Serviços Públicos, Habitação e Transportes da Câmara Municipal de Bauru promoveu, na manhã desta terça-feira (8/2), em conjunto com os representantes da Secretaria de Obras e do DAE, uma Reunião Pública no Plenário “Benedito Moreira Pinto” para discutir a recuperação das vias públicas e as ações de tapa-buracos, em decorrência dos danos causados pelas fortes chuvas, desde o início do ano.

O encontro foi conduzido pelo presidente da comissão, Coronel Meira (PSL), e contou com a presença dos membros do colegiado, os vereadores Mané Losila (MDB) e José Roberto Segalla (DEM). Também participou do encontro, o vereador Junior Lokadora (PP).

Estiveram de maneira presencial representando o Poder Executivo, o secretário municipal de Obras, Leandro Dias Joaquim, e o diretor da Secretaria de Obras, Etelvino Zacarias (Téo). Também participou da reunião, o presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Marcos Saraiva, e a diretora de Assuntos Jurídicos, Aline Rodriguero Dutra, além de outros diretores da autarquia.

Discussões

Abrindo as apresentações, o presidente do DAE Bauru, Marcos Saraiva, falou sobre o empenho do DAE nas operações tapa-buracos do município. “No ano passado a gente tinha três equipes para fazer o asfalto de uma cidade gigante, no que se diz respeito à quantidade de ruas, e isso é insuficiente para fazer um trabalho bem feito”, declarou Saraiva.

O presidente do DAE informou que a autarquia passará a atuar com cinco equipes, contando com o auxílio de reeducandos do sistema prisional local. O investimento nessa mão de obra é de R$ 306.283,20, a ser aplicado nos próximos 12 meses. A intenção do DAE é colocar, a partir de março deste ano, sete equipes atuando na zeladoria e nos tapa-buracos de Bauru, com a aquisição de dois novos caminhões basculantes e um caminhão com cabine do tipo arrastão, para distribuição dos servidores nas frentes de serviço.

Saraiva explicou que com sete equipes atuando rotineiramente, o contingente conseguirá resolver as demandas que forem surgindo no dia a dia, porém o município tem um represamento de 2.400 buracos que aguardam solução. “Para resolver isso de forma mais rápida, o DAE vai contratar uma empresa terceirizada”, informou Saraiva.

Segundo o gestor, a licitação para contratação da empresa terceirizada será publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (10/2), com valor previsto de R$ 2,7 milhões. O presidente da autarquia ainda informou sobre a aquisição de 40 toneladas de asfalto usinado a frio, que pode ser aplicado em dias úmidos, com investimento de R$ 592.400,00.

A aquisição de uma usina de asfalto a frio também é uma das apostas da autarquia para aumentar a eficiência na recuperação de buracos nas vias públicas do município.

O vereador José Roberto Segalla acredita que a alternativa será benéfica para Bauru, pelo baixo custo de investimento nesse material, se comparado com o asfalto quente. “A possibilidade de levar a massa asfáltica ensacada dará um dinamismo maior na recuperação”, pontuou Segalla. Para o parlamentar, os gestores precisam ter “coragem” para fazer substituições, evitando consertos reincidentes na mesma estrutura.

Na discussão, Saraiva destacou o processo de construção de uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA), ao lado da atual, com tecnologia moderna e com custo estimado em R$ 58 milhões. A construção de uma nova ETA possibilitará o tratamento da água do Rio Tietê, em caso de nova captação, já que a estação atual não tem capacidade de tratar a água do rio, de qualidade inferior a do Rio Batalha.

A viabilização do projeto seria através de um empréstimo, que possibilitaria ainda a construção de um reservatório de 10 milhões de litros de água, no local da atual ETA.

O secretário de Obras, Leandro Dias Joaquim, frisou que muitos problemas enfrentados em Bauru durante as chuvas são resultados de uma macro e microdrenagem insuficientes, destacando também o lançamento clandestino de águas pluviais na rede de esgoto. O diretor da Secretaria de Obras, Etelvino Zacarias, apresentou imagens dos buracos resultantes das últimas chuvas nas principais vias da cidade e as ações tomadas pela secretaria.

Dias Joaquim destacou o grande volume de água em curto período de tempo nas últimas chuvas, que resultaram nos estragos observados. “Nós temos um solo resistente, mas ele é colapsível”, declarou Joaquim. Segundo dados do Centro de Meteorologia da Unesp de Bauru (Ipmet), o acumulado de chuvas no mês de janeiro/2022 na cidade foi de 426,5 mm, superando a média climatológica para o período, que é de 291 mm.

Téo explicou que dentro da estrutura da secretaria existe uma equipe de pavimentação e uma de tapa-buracos, e que em época de chuvas as duas equipes se concentram no tapa-buracos. Os representantes do Executivo também apontaram que, nos últimos doze anos, a quantidade de servidores dos departamentos diminuiu, enquanto a demanda de intervenções aumentou. “Pelo que se tem de mão de obra e as condições que nós temos de equipamentos, a Secretária de Obras é formada por heróis. A gente corre atrás todo dia, o nosso desejo não é ver a cidade como está”, declarou Téo.

Segundo Leandro Joaquim, o valor investido em 2021 para melhorar a macro e microdrenagem do município foi de R$ 6,4 milhões.

Membro da Comissão de Obras, vereador Mané Losila destacou a importância de que o Executivo construa projetos para que os parlamentares consigam viabilizar o envio de emendas para a sua efetivação. O parlamentar sugeriu a realização de um mutirão tapa-buracos, com a união das equipes do DAE e da Secretaria de Obras, recuperando as regiões mais prejudicadas pelas chuvas.

Finalizando a reunião, Coronel Meira indagou Leandro Joaquim sobre projetos de construção de barragens, com microdrenagem, para diminuir o volume de água nos córregos que correm sob ou paralelos às vias públicas da cidade. O secretário informou que o estudo de localização de oito barragens já está pronto, e que o projeto executivo mais a construção de cada uma dessas barragens custaria aos cofres públicos cerca de R$ 2 milhões por barragem.

Reprodução: Câmara Municipal de Bauru

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