Comissão de Saúde ouve especialistas sobre Passaporte Sanitário e a Vacinação de Crianças
Em reunião híbrida com especialistas médicos das áreas de infectologia e pediatria, a Comissão de Meio Ambiente, Higiene, Saúde e Previdência da Câmara de Bauru discutiu, em reunião realizada nesta quinta-feira (10/2), de maneira presencial e virtual, no Plenário “Benedito Moreira Pinto”, a obrigatoriedade do Passaporte Sanitário e a Vacinação de Crianças com faixa etária de 5 a 11 anos. O objetivo do encontro foi ampliar o debate a respeito do tema.
A iniciativa foi do presidente da comissão, Eduardo Borgo (PSL), e contou com a presença do membro do colegiado, Junior Lokadora (PP), e dos vereadores Serginho Brum (PDT) e Junior Rodrigues (PSD).
A reunião contou ainda com a presença, por videoconferência, da médica pediatra Lígia Mayumi Funaki, do biólogo Paolo Zanotto e do médico Alessandro Loiola.
Iniciando as apresentações, Lígia Funaki elencou suas experiências no tratamento da COVID-19 com foco no atendimento pediátrico, em cidades como Jundiaí, Uberaba e Chapecó. Na sequência, Paolo Zanotto relatou sua vivência científica estudando vírus, da graduação ao doutorado, além da carreira docente na Universidade de São Paulo (USP).
Durante a reunião, Eduardo Borgo relatou as imposições que tem sofrido nas redes sociais após publicar informações sobre o número de mortes em indivíduos vacinados no município. “Quando levamos essas informações à população somos censurados, taxados de negacionistas”, declarou o parlamentar.
Segundo Lígia Mayumi Funaki, quando o coronavírus infecta uma criança, ele é passível de tratamento e se for tratado logo que os sintomas forem detectados, os casos de evolução da doença são pequenos. “Quando a criança não é tratada é que temos que nos preocupar”, pontuou a pediatra.
De acordo com a médica, as vacinas são um produto rentável e apenas o medo e a falta de informação fazem os pais aplicarem em uma criança uma medicação que ainda não tem estudos conclusivos a longo prazo. “Eu tratei mais de 1.800 famílias e eu não peguei nenhum caso grave em uma criança. Conseguimos reverter todos os sintomas”, relatou Lígia.
Para a pediatra, os profissionais médicos não podem negar medicamentos de baixo custo e seguros para o tratamento da população. Além disso, Lígia acredita que o investimento em vacinas tem viés mercadológico e não científico. “Eu não sou a favor da vacina, eu sou a favor do paciente”, frisou Funaki.
A pediatra destacou uma inversão nos processos de criação e testagem de vacinas comparando os imunizantes desenvolvidos para a COVID-19 e outras doenças. “Nós estamos em fases de teste, foi liberado o uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os pais não têm noção que estão fazendo testes com seus filhos. Isso é uma coisa criminosa”, declarou Lígia.
Para Lígia Mayumi Funaki, a exigência de passaporte vacinal nas esferas da vida pública não se sustenta porque as vacinas não garantem a não infecção viral. A profissional elencou uma série de países e províncias que desobrigaram a exigência do documento, comparando sua exigência a um “apartheid social”.
Eduardo Borgo questionou a pediatra se existiam casos de miocardite, relacionados ao novo Coronavírus ou a vacinação, nas crianças que atende, o que foi negado pela profissional. No entanto, a profissional disse que acompanhou o caso de um paciente de 19 anos que teve crises compulsivas após a vacinação.
“Gostaria que todos refletissem se é justo com todo mundo exigir o passaporte vacinal. Que tipo de empatia estamos tendo com as pessoas?”, finalizou Lígia Mayumi Funaki.
O vereador Serginho Brum parabenizou a fala da médica, destacando a importância das informações fornecidas por ela.
O virologista Paolo Zanotto reiterou a fala da médica Lígia Funaki sobre o desenvolvimento vacinal. Segundo o doutor, o acúmulo de doses pode causar exaustão celular nos indivíduos vacinados, destacando ainda, uma série de possíveis problemas que deveriam ter sido estudados no início do processo que levou ao desenvolvimento dos fármacos imunizantes.
O doutor pontuou estudos que comprovam a eficácia do tratamento precoce. “O tratamento precoce foi destruído porque senão você não aprovaria as vacinas”, disse Zanotto. Segundo Paolo, a Aliança Internacional de Checagem de Fatos (International Fact-Checking Network) treinou a imprensa brasileira para descredibilizar profissionais que defendessem o tratamento precoce.
Eduardo Borgo questionou o funcionamento no organismo e o mecanismo de proteção celular resultado de drogas como Hidroxicloroquina e Ivermectina. Segundo o virologista Paolo, a Ivermectina, quando entra na célula, dificulta a entrada do vírus, impedindo que a célula “se suicide”. A Hidroxicloroquina dentro da célula, atrapalha a entrada do vírus, a reprodução de proteína viral e a saída do vírus da célula.
Paolo Zanotto destacou sua posição favorável às vacinas, mas contrário à testagem dos fármacos na população. Para Eduardo Borgo, as autoridades são reticentes no reconhecimento do processo de aplicação das vacinas contra o novo Coronavírus como um experimento por receio das penas que podem ser imputadas aos responsáveis pelo processo vacinal.
De acordo com Zanotto, o vírus tem o predicado de se adaptar, citando a imunidade de rebanho como um dos estágios da vida do vírus. O doutor reiterou a fala de Lígia, sobre a incongruência da exigência de um passaporte vacinal que não impede que os indivíduos sejam infectados.
Segundo o médico Alessandro Loiola, a vacina da Pfizer apresenta risco de pericardite, miocardite e embolia pulmonar, dentre outras doenças, e continua em fase de testes. “Nem todos os efeitos colaterais são conhecidos”, declarou o médico.
Loiola elencou uma série de estudos que, segundo ele, comprovam o risco dos imunizantes para a população.
Indagado por Eduardo Borgo, Loiola disse que não se sabe se as vacinas diminuem a transmissibilidade ou a ocorrência de sintomas, citando a ocorrência de surtos da COVID-19 em países com altas taxas de vacinação. Segundo Paolo Zanotto, existe alguma evidência que a gravidade da doença é menor nas pessoas vacinadas.
Borgo perguntou aos presentes se existe algum exame que consiga relacionar a morte de um indivíduo à vacina. Lígia Mayumi Funaki elencou uma série de opções que os médicos estão utilizando para investigar a possibilidade de relação entre o aparecimento de doenças e a vacina, destacando, entretanto, a inexistência de um único exame com essa finalidade. “A pluralidade dos efeitos colaterais é tão grande que você precisa ver a partir do quadro clínico”, destacou Funaki.
Eduardo Borgo questionou se, dentro das vacinas disponíveis para população, existe alguma que seja menos prejudicial ao organismo. Os três profissionais desencorajaram a utilização de qualquer um dos fármacos disponíveis.
Finalizando a reunião, Borgo reiterou a importância da discussão para o município. “Nós temos que defender a nossa Constituição e o direito das pessoas, principalmente das crianças”, declarou o parlamentar.
PL DO PASSAPORTE VACINAL
Tramita na Câmara Municipal de Bauru, o Projeto de Lei de autoria da Comissão de Meio Ambiente, Higiene, Saúde e Previdência, que veda o “Passaporte Vacinal”, a comprovação de vacinação, a vacinação compulsória contra o COVID-19, garante a livre locomoção dos não vacinados, assim como proíbe sanções aos servidores e agentes públicos do Município de Bauru, que se recusarem a se vacinar (Processo n.º 233/21).
O PL deu entrada no dia 4 de outubro de 2021 e tramita na Casa de Leis em regime de urgência, em que todos os prazos regimentais são reduzidos à metade. Antes de ser submetido ao Plenário, o texto será apreciado pelas comissões permanentes.
Na Exposição de Motivos, os membros do colegiado justificam que o “objetivo de assegurar o direito de livre locomoção dos indivíduos, princípio este garantido pela Constituição Federal e um direito fundamental dos Direitos Humanos. Por se tratar de uma escolha do ser humano ao não se vacinar contra o COVID-19, não pode o mesmo ser compelido pelo Estado de transitar, permanecer e/ou acessar lugares públicos ou privados”.
Reprodução: Câmara Municipal de Bauru


